terça-feira, 1 de junho de 2010

Concerto de Rammstein no Rock In Rio 2010


Muito provavelmente o meu caro leitor deve ter ouvido na televisão que esta banda alemã fechou a edição deste ano do Rock In Rio Lisboa que se realiza no Parque da Bela Vista. O género de música que os caracteriza denomina-me industrial que se baseia na mistura de heavy metal com techno (maior parte das bandas deste género apresenta um DJ na sua constituição).
Eu, um apaixonado pela música, acho que esta formação fez história pois foi uma das poucas bandas que mesmo cantando na sua língua materna, a alemã, atingiu a mainstream a nível mundial com inúmeras músicas. Esta banda tem uma imagem bem definida quer a nível musical quer a nível teatral no que se refere aos concertos onde estes actuam. A sua música é bastante distinta onde o poder e a agressividade vocal de Till Lindemann são bastante notórios, mas surpreendentemente este vocalista consegue imprimir um tom mais harmónico e suave em músicas que apresentam um ritmo mais lento. E se o leitor (repare-se que tenho falhado na minha contínua procura por um sinónimo da palavra "leitor") conhecer a "Feuer Frei!" e a "Amerika" verá que a contradição acima mencionada é maior daquela que julga.
Agora irei comentar a conjunção da teatralidade com a música desta formação alemã. Qualquer um que tenha ido a um concerto dos Rammstein (sinceramente espero que tenha desfrutado deste prazer tal como eu) decerto reparou no uso extremo de pirotecnia e efeitos especiais em todas as músicas. O concerto do qual eu vou opinar não foi regra à excepção para minha felicidade. Houve dois particulares momentos que se destacaram dos restantes.
Um deles foi durante a música algo controversa, "Pussy", cujo videoclip pode apenas ser visualizada em websites geralmente acompanhados por um círculo encarnado cujo interior é protagonizado pelo tão famoso símbolo da soma seguido do número dezoito (para aqueles que não sabem, o videoclip contém cenas sexuais explícitas). Nessa música Till Lindemann colocou-se em cima de um canhão que projectou espuma para o público e simultaneamente fumos eram lançados formando um efeito que no mínimo foi interessante e original na minha mera opinião.
E, como não poderia deixar de ser o outro grande momento da noite foi na música mais aclamada desta banda, a "Feuer Frei!". Nesta todos os membros da banda "cuspiram fogo" quando o álcool presente na boca deles entrou em contacto com o fogo formando labaredas ofuscantes de curta duração.
Como já é habitual, eu costumo resumir a minha opinião na última parte (se não está a par deste facto é porque não leu todos os meus artigos, algo que considero de extremo mau gosto de sua parte). Eu achei que este espectáculo foi algo sobrenatural e, em todos os aspectos as minhas expectativas foram superadas valendo assim todo o tempo de espera e dinheiro gasto. Obrigado pelo seu tempo.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Slash" - Self-Titled de Slash


Começo por introduzir este post dizendo que nutro grande respeito e admiração por este artista, mas apesar disto tentarei ser o mais objectivo e imparcial possível, pois é assim que um crítico deve ser (não falo pela voz de experiência obviamente, mas parece-me lógico) como deverá ser do conhecimento do meu bom amigo leitor. Pronto então vou apresentar uma mini-biografia de Slash para depois falar do álbum em si.
Este mítico guitarrista deixou uma marca profunda na história do Hard-Rock pelo seu trabalho realizado nos Guns 'N Roses. Riffs e solos tais como os de "Sweet Child O' Mine", "Welcome To The Jungle" e "Paradise City" (todas estas músicas pertencem ao álbum de estréia chamado "Apettite For Destruction" desta formação estudanisense) além de terem elevado os Guns ao mais elevado estatuto musical, tornaram-se a imagem de marca deste artista. Após a separação dos Guns 'N Roses, Slash participou em diversos trabalhos como Slash's Snakepit e Velvet Revolver, sendo o último o mais relevante.
E, depois disto tudo decidiu aventurar-se para uma carreira solo para nossa felicidade meu adorado leitor (pelo menos eu fiquei feliz, mas suponho que você também tenha ficado) e editou este álbum que conta com inúmeras participações de artistas que tal como Slash, deixaram marcas profundas na história da música e refiro-me a Ozzy Osbourne (ex-vocalista dos Ozzy Osbourne e Black Sabbath), Travis Barker (um dos melhores bateristas da actualidade, conhecido pela carreira nos blink-182) e entre muitos outros. E, agora finalmente irei apresentar os meus argumentos quer contra quer a favor acerca deste álbum. Eu pessoalmente gostei, mas não adorei. E o leitor provavelmente quer saber porquê (mesmo que não queira, vou dizer à mesma). Acho que falo por todos os que ouviram o álbum, que este não é o Slash ao qual estamos habituados. Sim, a inovação e mudança são sempre boas, mas é da minha opinião que ele era musicalmente perfeito no tempo dos Guns em todos os aspectos. Por isso para quê mudar?
Mas como é óbvio, o artista é que decide e não nós os ouvintes. Dessa maneira éramos nós que fazíamos a música e nesse caso a idolatração de artistas iria tornar-se no mínimo estranha. Mas agora falando ao nível de música apresentado no álbum, acho que Slash perdeu aquela garra e potência dos Guns, bem conhecidos por serem rebeldes, extremos e revolucionários. É óbvio que a idade deixa marcas e que com o tempo qualquer artista deixa-se influenciar musicalmente, uns mais facilmente que os outros, mas neste caso a mudança foi grande. Só na "Doctor Alibi" (onde participa o vocalista e baixista da banda inglesa Motorhead) é que se nota aquele espírito dos anos '80, porque de resto o álbum está muito "mole", se é que o leitor percebeu. Mas apesar disto tudo, obviamente há aspectos positivos no álbum. A música " Nothing To Say" (onde participou Matt Shadows, vocalista dos Avenged Sevenfold) é como uma brisa de ar fresco nos tempos que correm. Slash tentou adoptar um estilo metal, algo nada relacionado com ele, e acho que conseguiu. Aliás a música que falei anteriormente deve ser, e provavelmente é, a melhor música deste novo trabalho. Outra música que também aprecio muito é a "By The Sword" (com o vocalista dos Wolfmother) onde o riff está muito bem composto e é agradável de se ouvir vezes sem conta (não sei lhe acontece isto meu caro leitor, mas acontece-me a mim).
Pondo isto tudo acho que posso afirmar convictamente que este é um dos melhores álbuns de 2010 (primeiro porque adoro este artista e segundo porque actualmente a música é nada mais e nada menos que Justin Bieber e Lady Gaga) e mal posso esperar pela tour mundial onde ele irá promover o Self-Titled, visto que vou ver o concerto no Coliseu do Porto que irá decorrer no dia 22 de Junho. Obrigado pelo seu tempo e volte sempre.

sábado, 29 de maio de 2010

"Nightmare" - Novo Single dos Avenged Sevenfold

Irei logo começar este post por dizer que fiquei ligeiramente desapontado com este novo single. Permita-me que relembre ao leitor que o estilo que a banda adoptou no City Of Evil e Self-Titled (após uma fase mais sombria) trouxe esta formação oriunda de Huntington Beach para a mainstream e tornou-os numa das melhores bandas da década. Músicas tais como "Bat Country" ou "Critical Acclaim" (puros exemplos, não significa que sejam as melhores) tornaram-se quase como hinos desta banda. E, eu falo por mim que as minhas expectativas perante o novo single eram muito altas visto que esta banda ,através da harmonia vocal de Matt Shadows com os riffs vigorosos de Synyster Gates e mesmo os frenéticos ritmos do The Rev, nos habituou à excelência.
Mas como disse no ínicio, a música ficou muito aquém do que eu esperava. Eles abandonaram o estilo próprio e inovador deles e tornaram-se ligeiramente thrash metal. E, isto meu caro leitor é um facto e não há como negá-lo. Parte desta mudança repentina pode ser explicada pelo falecimento de The Rev que transtornou os restantes membros. Talvez, esta morte tenha causado a perda de identidade da banda e os tenha deixado desnorteados pois o espaço de tempo entre a morte do baterista e as gravações para o novo álbum, foi bastante reduzido.
Embora estas objecções todas, a música apresenta bastante qualidade e acho que Mike Portnoy (substituto de The Rev neste novo álbum) fez um bom trabalho, embora o seu antecessor provavelmente faria melhor. Por isso, meu caro leitor, eu acho que este álbum apresenta potencial para ser um bom, ou quem sabe, um excelente álbum. E rezemos pela continuidade desta mítica banda

Apresentação

Como este será o meu primeiro post de muitos, espero, vou começar por me apresentar ao meu caro leitor. Sou André Silva, tenho 16 anos e tenho uma paixão, a música. E a minha paixão é tão grande que chega a roçar o ridículo. Recentemente foi-me dito que aparentemente percebo de música e que vingaria neste ramo, mais concretamente na crítica musical.
Por isso criei este blog para meu puro divertimento e, quem sabe para me abrir alguma porta no futuro. Aviso de antemão que os posts serão simplesmente subjectivos e obviamente poderão não corresponder com a vossa opinão. Obrigado.